O design é conceituado como a tecnologia projetual, que possui como objetivo desenvolver produtos para pequena ou grande série, com as seguintes restrições: uso, significação, desempenho, funcionamento, custo, produção, comercialização, mercado, qualidade formal e estética, impacto ambiental, urbano e ecológico. O profissional da área de design deve apropriar os requisitos e otimizar funções. O design não se delimita em projeto, cabe a ele também o desenvolvimento de executar sistemas multimídia e hipertextos, deve sempre se atentar as conseqüências da inovação tecnológica.
A tecnologia utilizada para projetar na área do design torna-se cada dia mais barata e acessível aos seus profissionais. A utilização da informática gera:
a)Agilidade nos processos: desmaterialização de arquivos e o uso de menos espaço físico;
b)Execução de serviços a distância: possível com o uso de telefones (fax-modem), ou através de arquivos físicos (disquete, CD-Rom, fitas e outros);
c)Serviço individualizado: caracterizado pela atividade individual;
d)Produtividade: gerada pela otimização de serviços;
e)Qualidade: resultado final com preservação da qualidade do serviço prestado.
Conforme:
“A única e específica tecnologia da ergonomia é a tecnologia da interface homem-sistema. A ergonomia como ciência trata de desenvolver conhecimentos sobre as capacidades, limites e outras características do desempenho humano e que se relacionam com os projetos de interfaces, entre indivíduos e outros componentes do sistema”. (Hendrick, 1993)
Para a existência de uma sociedade global e interconectada em sua forma plena, é necessário que haja a inclusão e a contemplação do maior número de pessoas possível.
Como problema a usabilidade implica no aprendizado de novos métodos e técnicas e a ênfase na comunicação humana com os sistemas tecnológicos, a partir da análise das atividades das tarefas envolvidas nas interações com produtos, informações e programas informatizados.
Segundo Wilson (1987), a principal função de artistas e designers, é a de vigiar a fronteira cultural. São esses profissionais que têm cultivado sensibilidades e capacidades expressivas que lhe permitem antecipar e interpretar padrões culturais, revelando aspectos irreconhecíveis do mundo contemporâneo, servindo de guia para um futuro mais humano.
“Quando a arte se envolve diretamente com o trabalho de um povo, suas conseqüências não são apenas de natureza estética. Não se trabalhará apenas para o indivíduo sensível, a quem a desarmonia externa incomoda; as ações devem superar o círculo de apreciadores de arte e objetivar em primeiro lugar os criadores e operários que criam a obra. Quando a arte tem lugar no seu trabalho, a consciência eleva-se, com ela, a produtividade”. (Fritz Schumacher, 1907)
O design busca configurar objetos de uso e sistemas de informação através da atividade artística por excelência (admirável por si só). É também uma ação interpretativa, criadora, que permite diversas formas de expressão, e não uma regra universal de configuração.
No ambiente digital, a relação da imagem com o usuário se torna, com o espectador e principalmente com o autor, de extrema necessidade.
“Um sistema interativo é fácil de ser identificado, mas difícil de ser definido”. (TORI, 1996)
A imagem e a interatividade digital, pela tecnologia da informática, se tornam valores a serem preservados, facilitando desta maneira, enquanto interface, as ações dos usuários, tornando-os cada vez mais à vontade para tomadas de decisões, criando situações através do uso desta tecnologia.
Todo este processo gera uma nova etapa das participações das linguagens, propiciando o desenlace da pluralidade, permitindo as mais diversas manifestações e, tornando de fato, o ciberspace em um ambiente coletivo.
Com a existência do meio digital podemos, não somente ao nosso sinal, interagir em tempo real.
As páginas da Internet são constantemente atualizadas, na medida em que o autor ou proprietário sente necessidade, por isso elas nunca estão concluídas.
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